segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Esfiha de chicória


Ultimamente tenho gostado muito de comer esfiha. Numa lanchonete daqui de perto tem umas ótimas, de frango e de carne.

Hoje eu tinha chicória na geladeira e precisava usar para não estragar. Pensei logo: esfiha. Aí veio o "problema": eu nunca tinha feito antes. Procurei um pouco pela internet e encontrei duas receitas, resolvi fazer a mais fácil (lógico!).

A receita que fiz é do tudo gostoso e tá aqui.

Mas, como (quase) sempre, eu não segui à risca.

Bom, fiz primeiro o recheio porque precisa usá-lo frio, acho melhor para manusear. Então refoguei metade de uma cebola no azeite, e pus a chicória picada (não muito pequena). Pus sal e pimenta-do-reino moída na hora e desliguei o fogo quando as folhas ficaram mais escuras.

Agora a massa: não pus as medidas tão corretamente, fui no olhômetro mesmo - mas as medidas que usei foram próximas.

Outra coisa, a receita do tudo gostoso não especifica se o fermento biológico é fresco ou seco, mas pelas instruções parece ser o fresco. Eu usei o seco e pus em sequência todos os outros ingredientes (açúcar, sal, água morna, óleo e farinha).

A farinha eu colocava um pouco, mexia e via se desgrudava da tigela. Quando desgrudou, parei de colocar.

Depois pus um pouco de farinha na bancada para não grudar, fiz as bolinhas e depois abri, recheei, fechei e pincelei com uma gema de ovo. Levei ao forno (200ºC, pré-aquecido) por quinze minutos e voilá:

Foto: Elaine Pinto

Foto: Germano Prado

Difícil foi fazer o formato, ficou cada um de um jeito, mas o importante é que ficou muito bom. E para acompanhar uma rodada de mate.

#BomApetite :)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Risoto na pressão


Depois de passar um tempinho sumida, voltei para falar de um risoto que fiz ontem de uma maneira um pouco diferente da qual estou acostumada: na panela de pressão.

A história não é longa, mas começou com aquela vontade de comer risoto à noite e não tínhamos arroz arborio (nem canaroli) suficiente. Fomos então ao mercado e o único arroz arborio que tinha era integral. É como dizem: "se não tem tu, vai tu mesmo". E levamos o arroz arborio integral.

Foto: Elaine Pinto

Na hora de preparar eu ia fazer do jeito que sempre faço o risoto (aquele de açafrão com calabresa), mas fui olhar um bloquinho que vem no pote (esse da foto), e tinha lá: 

Modo de Preparo - Arroz arborio integral: em uma panela de pressão, aqueça um pouco de azeite e frite o alho até desprender o aroma. Junte o arroz (usei uma xícara de chá), um pouco de sal e mexa bem. Adicione a água e cozinhe em pressão por 10 minutos. Desligue o fogo e reserve para o preparo do risoto.


E assim eu fiz, sem me dar conta de que se tratava de uma receita específica (risoto de rúcula, como depois eu verifiquei). Mas eu segui esses passos e depois fiz como costumo fazer:

Derreti uma colher de manteiga em fogo baixo; (não pus cebola porque não tinha, mas uso com frequência); refoguei um pouco de salsa na manteiga; uma colher de sopa de vinho branco; o arroz arborio integral (já cozido); uma colher de sopa de açafrão da terra; linguiça calabresa (já cozida) cortada em rodelas (pode ser em cubinhos também, nunca testei, mas parece bom); pimenta-do-reino a gosto; acertei o sal; e, finalizando, queijo parmesão ralado. Desliguei o fogo, e servi em seguida.

Achei que ficou pronto até bem mais rápido do que costuma ficar, e não é preciso mexer o tempo todo, só na parte em que se mistura o arroz e a linguiça. Não ficou com muita água porque eu coloquei na pressão o suficiente para cobrir o arroz (um pouquinho mais até, tipo um dedo a mais de água). Achei que ficou bem gostoso, e vou tentar a receita original outro dia, depois eu conto aqui.

O resultado foi esse: 
Foto: Elaine Pinto

Foto: Elaine Pinto



#BomApetite. :)





domingo, 5 de abril de 2015

Pesto Genovese


Esse é um prato que eu gosto muito, desde que o provei pela primeira vez. Eu nem me lembro quando nem onde foi isso, mas foi amor à primeira garfada. Não sei se eu mesma resolvi tentar fazer, se comi em algum restaurante italiano, se em Florença...

Bom, eu sempre chamei esse prato de "espaguete ao pesto", mas descobri que pesto em italiano significa triturado, mas o molho italiano "triturado" mais conhecido é o genovese e talvez por isso tenhamos reduzido a nomenclatura.

Tem um site italiano de receitas que sempre conta uma historinha dos pratos, sobre o pesto genovese encontrei isso [p.s.: a tradução é minha e não é lá essas coisas, rs, o original tá aqui]:


Quando falamos em pesto logo vem à mente a Ligúria [região da Itália]: é nesta esplêndida região que, com sabedoria, nasce o molho que também dizem ser afrodisíaca. O pesto é um molho frio, sinônimo e símbolo de Gênova e de toda a Liguria, que desde há alguns anos está entre os molhos mais conhecidos no mundo. Os primeiros vestígios do pesto aparecem por volta de 1800 e até hoje a receita tem se mantido a mesma, pelo menos na preparação caseira. Para fazer o verdadeiro pesto genovese é necessário um pilão e... muita paciência.

No site a sugestão é usar o manjericão genovese, ou da Ligúria, mas como não tenho por aqui utilizei o que sempre compro na feira [ou no mercado]. Outra coisa, na descrição acima a recomendação é utilizar um pilão para misturar os ingredientes, como também não tenho esse instrumento da culinária fiz no liquidificador mesmo - o que não me exigiu tanta paciência assim, rs.

Então é isso, segue a receita:

50g de folhas de manjericão [lavadas e secas com um pano limpo; e não podem ser cortadas] * 2 dentes de alho * usei castanha de caju no lugar do pinhão [ou nozes]. Bati no liquidificador e ficou uma farofa, pus uma colher de sopa * queijo parmesão ralado * azeite * sal

Bati tudo do liquidificador até ficar um creme verde. Eu prefiro um molho mais grosso, mas quem não gosta é só ir acrescentando o azeite até ficar no ponto que preferir. Ah, e a massa que usei foi espaguete, e ficou assim: 




Foto: Elaine Pinto



 #Buonappetito

quarta-feira, 25 de março de 2015

Moussaka


Eu simplesmente a-do-ro a culinária grega! E havia muito tempo que queria fazer esta receita de moussaka (ou mussacá). É um prato super tradicional, famoso e uma delícia!!

[Sim, este será um post com muitas exclamações!].

A foto abaixo mostra a expectativa, foi tirada num restaurante grego em Bari (Itália):

Foto: Elaine Pinto
Local: Gyrosteria Yannis, Bari (Itália)/Ano: 2013

Voltando à receita. Quando comecei a planejar o almoço de hoje me veio que eu tinha em casa basicamente todos os ingredientes para fazer moussaka, menos a carne. E isso foi fácil de resolver; fui até o açougue e comprei meio quilo de acém. Era só chegar em casa e pôr a mão na massa!

Peguei meu livrinho de receitas [aquele livro bem básico de 1119 páginas] e comecei os trabalhos. Mas, como sempre, improvisei algumas coisas. A preparação segui à risca, a quantidade dos ingredientes é que não.

Foto: Elaine Pinto
Esse é o livrinho básico que eu usei. É muito bacana para quem não sabe nada de cozinha e quer aprender pelo menos o básico [tem mais que o básico também, rs], e ainda tem várias informações práticas sobre congelamento, medida, utensílios etc.

Ingrediente: Usei 1 berinjela e cortei em fatias finas [a receita original leva 1kg de berinjela]; azeite [não medi]; 3 cebolas médias picadas; 3 dentes de alho picados; 200g de polpa de tomate; 500g de carne moída [a receita original leva 400g]; uma folha de louro; orégano; canela; salsinha; 3 colheres (sopa) de manteiga; 3 colheres (sopa) de farinha de trigo; 2 1/2  xícaras de leite; farinha de rosca; queijo parmesão ralado; sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Preparo [copio exatamente do livro]: 
1. Para o molho branco, coloque a manteiga e a farinha em uma panela e leve ao fogo misturando bem até que a manteiga derreta. Acrescente o leite aos pouco, cozinhe por cerca de quinze minutos para o molho engrossar, tempere com o sal, a pimenta-do-reino e a noz-moscada. Reserve.

2. Corte as berinjelas no sentido do comprimento em fatias de 1/2 cm de espessura. Salpique com sal e deixe que percam a água por cerca de 30 minutos.

3. Em uma panela grande, aqueça 3 colheres de azeite e frite a carne até que esteja bem seca. Acrescente a cebola e o alho picado, refogue por alguns minutos e tempere com a folha de louro, o orégano e a canela. Misture bem e acrescente a polpa de tomate. Abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 30 minutos. Acerte o sal e a pimenta e salpique com a salsinha.

4. Frite as fatias de berinjela no azeite até estarem douradas, depois escorra.

5.Unte um refratário com manteiga e salpique com um pouco de farinha de rosca. arrume uma camada de berinjelas fritas, salpique com um pouco de sal e polvilhe com um pouco de parmesão e farinha de rosca, coloque o refogado de carne e polvilhe novamente com a farinha de rosca e parmesão. Cubra com o molho branco, espalhando bem. salpique novamente com parmesão e farinha de rosca.

6. Leve ao forno por cerca de 40 minutos ou até que a moussaka esteja bem gratinada.

O resultado na #HoradoAlmoço foi esse:

Foto: Elaine Pinto

Foto: Elaine Pinto


Dá um certo trabalhinho, mas ficou muito bom. Eu que sempre peco com o sal [coloco pouco] acertei desta vez, E a canela na carne dá um sabor incrível, E o cheiro quando está cozinhando?

Recomendo demais essa receita!
#BomApetite :)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Bolo de Maçã com Aveia


Dias atrás resolvi experimentar esta receita aqui de bolo de maçã para levar a uma reunião entre amigues e militantes.

Da primeira vez não segui exatamente a receita [como quase sempre]  e o resultado não ficou lá muito bom. O bolo foi se quebrando à medida em que eu cortava os pedaços e também não ficou muito doce. E eu nem me lembro as medidas que usei.

Hoje eu resolvi tentar novamente. A ideia parece muito boa e a primeira tentativa não foi nenhuma tragédia.

Hora do cafezinho e lá fui eu tentar novamente. Segui praticamente à risca, pelo menos as medidas, e voilá! Devo dizer que desta vez ficou bom, sim. :)

Fiz assim: 

5 colheres de sopa de óleo [eu usei de milho] * 1/2 xícara de açúcar refinado [a receita original indica 1 xícara de açúcar mascavo, mas como não tinha usei o refinado mesmo] 3 ovos * 2 maçãs descascadas e cortadas em cubos * 1 xícara de farinha integral * 1/2 xícara de aveia * 1 colher de sopa de canela em pó * 1 colher de chá de fermento em pó.

Misturei o óleo, o açúcar, os ovos, a farinha, a canela e o fermento. Depois acrescentei a aveia e as maçãs. [A receita original também leva uva passa, mas eu não tinha e não senti falta]. Ah, untei a forma com manteiga, açúcar refinado e canela. Levei ao forno por 30 minutos e o resultado foi esse:  


Foto: Elaine Pinto

Esta receita foi certeira para a forma que sempre uso, não precisei mexer em nada. 
O bolo quentinho com um café no final da tarde caiu super bem.



Foto: Elaine Pinto

#BomApetite :)



terça-feira, 3 de março de 2015

Bolo de fubá com ricota


Aqui em casa a ricota é um ingrediente odiado por metade dos habitantes, mas eu insisto em fazer uso deste derivado de queijo. Então, para não deixar estragar o último pedaço de ricota decidi fazer um bolo que pudesse levar esse ingrediente. Bastou colocar as palavras no site de buscas [o google mesmo] e encontrei logo esta receita aqui.


Foto: Google
Como já disse em outras postagens, tenho uma fôrma retangular pequena e não dá para enchê-la muito porque o conteúdo pode vazar. Então eu precisei diminuir a receita original, e fiz assim:

*2 xícaras de leite * 2 ovos * 1 xícara de açúcar * 4 colheres de fubá * 1 colher de farinha de trigo * 1 colher de sopa de manteiga * 1 xícara de ricota * 50 gramas de coco ralado * 1 colher de sopa de fermento

E aí segui a receita original: bati todos os ingredientes no liquidificador, exceto o fermento. Com tudo batido misturei o fermento. Levei ao forno, pré-aquecido, por uns trinta ou quarenta minutos porque meu forno é bem potente.

O resultado é esse aí: 

Foto: Elaine Pinto
Queimou um pouco, eu sei. Mas a textura ficou incrível, e o cheiro maravilhoso!!

Adorei!! #BomApetite 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quiche de ricota

Fiz essa receita aqui. E olha só no que deu!

Mas ao invés de usar queijo minas como sugere a receita, pus um pouquinho de gorgonzola e o resultado foi ótimo, nem precisou temperar.



#BomApetite!
#Cozimento

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Bolo mesclado


Há uns dias estava pensando em fazer um bolo assim: metade de baunilha, metade de chocolate. É que o pessoal daqui de casa não é lá muito fã de baunilha [eu inclusive], então a melhor maneira de usar essa essência que está parada aqui é misturar com o que faz sucesso: chocolate!

Hoje fui decidida para a cozinha a fim de fazer o bolo. Ainda tinha um tempo depois do almoço, então foi só colocar a mão na massa.

Primeiro procurei por uma receita na rede, e encontrei essa aqui. E, como de costume, fiz as minhas alterações para não exagerar na quantidade.

Na verdade, fiz no "olhômetro" hoje, diminuindo as quantidades para poder utilizar na minha forma retangular, que é pequena. O resultado foi muito bom, o bolo ficou fofinho. 

Ah, e acrescentei uma colher de sopa de baunilha na parte sem chocolate.

Taí o resultado:


Uma boa pedida para essa tarde, não?

#BomApetite

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Delícia de Maçã


Esbarrei outro dia nessa receita super fácil aqui e fiz hoje, logo depois do almoço. É bem rapidinha. Mas eu não tenho forno micro-ondas então tive de usar o convencional mesmo. Ainda assim essa delícia fica pronta rápido.

Eu achei que era para colocar canela também porque na minha cabeça uma sobremesa de maçã sempre tem canela, então fiz assim:

- Misturei três colheres de sopa de aveia com duas colheres de castanha de caju raladas [ficou em pó] e uma colher de manteiga; descasquei duas maçãs e as cortei em tirinhas e espremi metade de um limão sobre elas; untei uma fôrma [retangular pequena] com manteiga, fiz uma "cama" com as maçãs, pus açúcar e canela e depois coloquei aquela mistura de aveia e castanhas.

- Levei ao forno por uns quinze minutos, mais ou menos, e voilà! 

Não chega a ser espetacular, mas eu gostei :)

O resultado é esse:


Ah, e quentinho assim deve ficar muito bom com sorvete. #ficaadica

#BomApetite!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Creme de abóbora com carne


Estava chegando a #horadojantar e eu queria fazer algo diferente [= diferente do que costumo fazer]. Geralmente à noite eu gosto de fazer um lanche, risoto [ai, adoro mesmo um risoto, estou com saudades até] ou massa.

Fiz assim:
1/4 de uma abóbora [pequena]
um copo de leite
três dentes de alho
300g de acém
sal e pimenta-do-reino a gosto
salsa e cebolinha

Pus o acém temperado [com alho, sal e pimenta-do-reino em pó] na panela de pressão com água por meia hora. Reservei. E depois a desfiei. Cozinhei a abóbora [com casca] até ficar bem macia, descasquei e amassei com o garfo mesmo. Refoguei o alho com azeite e depois pus a abóbora, em seguida o leite, mexendo sempre. Quando ficou pronto acrescentei ao creme a carne desfiada, a salsa e a cebolinha. 

O resultado é esse:


     

E para acompanhar fiz umas torradinhas: cortei em cubos algumas fatias de pão de fôrma, misturei com azeite e orégano e levei ao forno [elétrico] por vinte minutos a 150°C.



Fez sucesso por aqui, pelo menos surpreendeu, rs.

#BomApetite!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Bolo de banana e aveia


Já faz algum tempo eu queria fazer um bolo de aveia para ver como ficava. Aproveitei que tinha um pacote aqui em casa quase pela metade e procurei na web por alguma receita bacana. Encontrei essa aqui, mas não segui exatamente a receita, pois a forma que tinha para usar é pequena, então diminui alguns ingredientes.

Fiz assim:

3 bananas amassadas
3 ovos
4 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de aveia em flocos 
1 colher (sobremesa) de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sopa) de manteiga

Como estou sem liquidificador (o copo caiu no chão e quebrou, acontece!) tive de usar a batedeira. Mas segui as instruções da receita do site cybercook

Bati a manteiga, o açúcar, os ovos e as bananas; depois pus a farinha, a aveia, a canela e o fermento e misturei com uma espátula. Pus em uma forma retangular, untada, e levei ao forno (180º, por 40 minutos).

O resultado é esse:





quarta-feira, 2 de abril de 2014

Focaccia


Hoje finalmente resolvi tentar fazer uma focaccia em casa. A receita do meu livro de culinária pugliese com pratos típicos da região da Puglia, na Itália, é muito bacana, mas alguns ingredientes eu não encontrei com a mesma facilidade que outros. Procurei então uma receita brasileira e encontrei esta aqui:




Segui à risca, mas não ficou igual ao do vídeo. Pus mais farinha, mais uma xícara e ao invés de utilizar a batedeira mexi com uma espátula. E segui novamente a receita acima. 

Dividi a massa porque não queria que a focaccia ficasse tão grossa. O resultado é esse aí abaixo:

Focaccia com manjericão e azeitona
Foto: Elaine Pinto

A primeira ficou bem fininha até, e não dourou muito, mas ficou boa sim.

Na segunda metade usei outra forma e ficou mais dourada, mais molhada e um pouco mais grossa. Gostei mais da segunda. A diferença de uma para outra é só o tempo de cozimento porque a massa é a mesma.

Focaccia com cebola e azeitona
Foto: Elaine Pinto

Bem, ainda estão quentinhas... Eu vou lá comer.

#BuonAppetito

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Molho de abobrinha

[post extraordinário]

Outro dia fiz um molho abobrinha para uma massa no almoço.

Massa: fettuccine
Molho: abobrinha ralada e molho de tomate

Improvisei aqui e ficou muito bom, mas a abobrinha tem de estar firme para ralar. É só refogar a abobrinha, acrescentar um pouco de molho de tomate e temperar a gosto [eu sempre utilizo sal, pimenta-do-reino e um pouco de salsa].

Depois é só comer.



#Buonappetito

Risotto al pomodoro


Eu sei que sumi por um tempinho (ops, um tempão!), mas estou de volta e vou preparar mais uma série aqui para o blogue. Enquanto a série ainda está na fase de temperos segue o post de hoje: risotto al pomodoro, ou, risoto de tomate.

E é das coisas mais simples de se fazer, além de, é claro, ser bem gostoso.

Essa é mais uma receita que eu fui buscar num site italiano para me adaptar à culinária local. Lá o risoto é descrito assim:

O risoto de tomate é um prato muito simples 
no qual o sabor doce do tomate cereja se mistura ao frescor 
e ao aroma do manjericão triturado.



Ingredientes: 
- Arroz arbório ou carnaroli
- Molho de tomate
- Tomate cereja
- Alecrim
- Queijo ralado
- Cebola, manteiga, pimenta-do-reino
- Caldo de legumes

Refoguei um pouco de cebola ralada na manteiga, pus o arroz (não senti muita diferença entre o arbório e o carnaroli, fiz mais de uma vez esse risoto como os dois tipos de arroz) e acrescentei o caldo de legumes aos poucos e por último duas colheres de molho de tomate, quatro ou cinco tomates cortados ao meio, a pimenta. Desliguei o fogo, pus duas colheres de queijo ralado e uns raminhos de alecrim fresco.

É isso.

#Buonappetito

sábado, 2 de novembro de 2013

Aniversário de namoro


Na noite em que se comemora o "dia das bruxas" fomos jantar num lugar que queríamos ir a muito tempo, La Uascezze. Algumas pessoas já haviam nos indicado mas sempre nos perdíamos pelas vielas estreitas de Bari Vecchia. Um dia (e isso já faz um tempinho) passeando à noite, desbravando a cidade velha, encontramos o restaurante, que é lindo e acolhedor, uma graça...Agora não havia mais desculpas.

"Uascezze" é uma palavra do dialeto barese que não tem tradução imediata, e pode se referir a uma refeição festiva, a uma reunião entre amigos, mas também a um estado de ânimo alegre e divertido. Era tradição dizer "Uascezze!" quando alguém derramava vinho sobre a mesa como "Alegria!" (tradução livre, o texto original está aqui)

Foto: TripAdvisor

Na última quinta-feira, então, decidimos ir lá jantar, na véspera do dia em que comemoramos mais um mês de namoro. Para dizer a verdade nem nos lembramos disso durante a refeição, só no dia seguinte, no dia da comemoração mesmo, mas como o jantar foi ótimo ficou como comemoração espontânea.

O lugar é restaurante e albergue, e se você decide comer do lado de fora não pode falar muito alto para não perturbar a vizinhança, o que é dito com muita educação em bilhetes que ficam sobre as mesas, estas são iluminadas por uma vela e, mesmo ali na rua onde pessoas circulam volta e meia, é aconchegante.


Não é novidade de gosto de beber cerveja de vez em quando e o La Uascezze trabalha com a cerveja artesanal Menabrea, experimentamos uma versão rossa (vermelha). 

E o que comemos? 

Bem, essa parte foi engraçada porque eu adoro parmigiana di melanzane, que é uma lasanha de berinjela, e pedi, mas Germano pediu a sugestão do gerente e o cara disse que seria uma surpresa. Ele simplesmente mandou vários antepastos para nossa mesa, e, claro, tudo muito gostoso.


A mesa ficou pequena para tanta coisa que chegava. Aí na foto aparecem uma tábua de frios com dois tipos de salame - um deles tinha a borda de pimenta -, mortadela, presunto cru e presunto cozido, queijo mozzarella, provolone e um outro que eu não consegui identificar; taragli - biscoito salgado típico da região, azeitonas bareses, amêndoas, bruschettas com azeitonas bareses e fatias de queijo, pão italiano (claro!). No canto esquerdo aparece a caneca de 1 litro de cerveja que dividimos. Mas, mesmo com isso tudo, ainda veio um purê de fave e norcia - que é uma salsicha da região da Úmbria.

Nós já tínhamos até esquecido da parmigiana, mas ela estava quase pronta quando íamos pedir a sobremesa, então encaramos, digo, dividimos a parmigiana e não pedimos sobremesa. Estava uma delícia!



E depois da comilança, um passeio pelo borgo antico para aproveitar a agradável noite de outono. Mesmo com o friozinho já batendo à porta tivemos uma noite belíssima, olhando o mar de Bari pelos muros da cidade e voltando para casa vislumbrando o cenário que já faz parte da rotina e que ainda surpreende. 

Bari Vecchia, ao fundo a torre da Catedral.
Foto: Germano Prado

Nesses momentos eu penso: "Bari vai deixar saudades"!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Batatas cozidas ao vinho tinto


Há algumas semanas compramos um vinho tinto que não nos agradou muito, ao paladar. O vinho foi ficando ali na prateleira e antes que virasse vinagre achei melhor procurar uma receita na qual ele fosse útil. Procurei primeiramente por risoto porque este é um dos nossos pratos preferidos aqui em casa. Mas não fiquei animada com nada. Daí encontrei um prato super simples de fazer num site italiano que tenho vasculhado ultimamente: Batatas cozidas ao vinho tinto (patatine nouvelle al vino rosso).

Diz o site:
Este é um prato rústico e apetitoso, é um acompanhamento de carne assada ou grelhada e segundos pratos robustos. As batatas são escaldadas em água fervente por alguns minutos e em seguida cozidas com chalotas, e misturadas ao vinho tinto, sálvia e pimenta-do-reino; poucos ingredientes para um ótimo e saboroso acompanhamento.

Foto: GialloZafferano

Para preparar a receita usei quatro batatas grandes cortadas ao meio, escaldadas em água quente; usei uma colher de sopa de manteiga e nela refoguei duas cebolas brancas (da próxima vez faço com cebolas roxas); quando as cebolas estavam bem douradas acrescentei um copo de vinho tinto (o suficiente para cobrir as cebolas) e deixei evaporar um pouco. Pus as batatas e as ervas (além de sálvia usei louro e alecrim)  e pus mais meio copo de vinho.  Pus sal e pimenta-do-reino moída na hora e mexi para agregar os ingredientes e deixei cozinhar um pouco (mais ou menos cinco minutos).

Como é um acompanhamento de um "secondo" fiz bifes grelhados de carne de porco, temperados com sal e pimenta branca.

O resultado é esse aí  (com cervejinha também): 



  
#BomApetite

Update: hoje (02 de Novembro de 2013) repeti a receita e fiz outro acompanhamento: vagens (fagiolini).

Ralei um pedaço de cebola dourada e refoguei em uma colher de manteiga. Pus as vagens lavadas e deixei cozinhar. Acrescentei água algumas vezes para não deixar queimar. E no final acertei o sal. 

O cheiro ficou demais!!


sábado, 26 de outubro de 2013

Estrogonofe com risoto?


Ontem bateu uma vontade doida de comer estrogonofe. Eu adoro, é rapidinho de fazer e super gostoso. Como ultimamente as massas é que tem predominado, decidi que hoje faria um estrogonofe de frango. Aquele bem básico mesmo, que é o que eu gosto.

Começamos então a procurar os ingredientes que faltavam: creme de leite, cogumelo champignon e batatas para acompanhar.

Ao contrário do que parece não foi exatamente fácil encontrar os cogumelos. E não encontramos, usamos funghi porcini, que é outro tipo de cogumelo. Como compramos congelado nem foi preciso limpar, só cozinhar mesmo segundo a indicação da própria embalagem.

Esse tipo de cogumelo é mais usado em risoto, pelas receitas que vi por aí na internet. Portanto, não fiquei segura em usá-lo no estrogonofe, então fiz o seguinte: usei os cogumelos no arroz.

Ficou assim: cozinhei os cogumelos, limpos, em uma frigideira antiaderente e depois acrescentei ao arroz ao refogá-lo. E fiz o arroz normalmente. O cheiro que ficou... vocês não tem noção (!), muito bom!
E o estrogonofe: cozinhei o frango - que estava temperado com cebola, pimenta-do-reino branca e sal. Acrescentei molho de tomate, deixei cozinhar mais um pouco, desliguei o fogo e pus o creme de leite. E as batatas tipo snack para acompanhar também. 

E o resultado foi esse:


Vou dizer: ficou bem gostoso... Agora vou ter de fazer um risoto com funghi porcini para ver o resultado, mas aí fica para a próxima, rs.

#BomApetite #Cozimento



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Massa ou salada?

Uma das coisas que me fazem ser fã de massa é a versatilidade: molhos de todos os tipos, com ou sem carne; então o post de hoje não é nenhuma novidade: salada morna, ou salada de macarrão, ou salada de massa.

É rápido, é fácil, é gostoso e não é pesado, mesmo sendo massa.

Para quem está com pressa acho que é uma ótima ideia este prato porque ele só leva 10 minutos para ficar pronto, que é exatamente o tempo de cozimento da massa. Eu escolhi penne, mas funciona com fusili (o parafuso) também.

Salvo a massa, todos os ingredientes são crus, pode-se usar tomate, azeitonas, abobrinha, cogumelos, amêndoas como nessa receita de penne alla cruadiola. Mas eu fiz mais básico ainda: usei tomates, azeitona barese - azeitona típica dessa região, rúcula e queijo parmesão ralado. Ah, e é claro, azeite, além de sal e pimenta do reino moída na hora.

Não ficou bonito? Ficou bom também.



#BomApetite!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vamos falar de Pizza!


Como assim ainda não falei de pizza? Pois é, uma das minhas paixões ainda estava ausente no blog. É que em relação à pizza eu só sei comer mesmo, todas as minhas tentativas de fazer uma massa fina e macia não foram lá muito bem sucedidas.

Apesar de os italianos não terem inventado este delicioso prato (vide wikipédia),eles é que a fazem melhor, não tem jeito mesmo. É como o futebol para nós, brasileiros. Os ingleses podem tê-lo inventado, mas nós fazemos melhor do que ninguém, rs.

Por aqui até tentei fazer uma pizza na frigideira, mas também não deu muito certo, não verifiquei o tempo com cuidado e a massa acabou não cozinhando muito bem. Enfim, acontece.  Mas, tem uma pizzeria aqui em Bari que é a preferida. É muito simples, barato e, claro, a pizza é ótima. Nem preciso dizer que já estou até conhecida de tanto que vou lá.

O lugar funciona da seguinte maneira: quando chega você vai até o caixa, escolhe a pizza no menu ao lado e paga. Você vai receber dois pedacinhos de  papel com um número (o mesmo número), um fica com você e o outro - que tem escrito o sabor da pizza - você coloca no balcão em frente ao pizzaiolo, ele faz de acordo com a ordem dos números. Se for comer por lá, é só se sentar na mesa que estiver disponível, mas se for levar para casa - que é o que fazemos com frequência porque está sempre cheio, salvo raras vezes - é melhor avisar no caixa.


E esse aviso para os clientes e diz o seguinte: pedimos aos clientes para deixarem a mesa liberada para quem acabou de pegar a pizza. Pedimos também para não deixarem a mesa suja após a refeição. Aos que solicitaram panzerotto* pedimos para deixar lugar aos que vão consumir pizza. Gratos pela colaboração.


E é exatamente assim, se você está bebendo alguma coisa e já terminou a pizza, se estiver muito cheio, vem alguém e pede para liberar o lugar. É compreensível, é um lugar pequeno nem todo mundo porta via, isto é, leva para casa. Fica no famoso largo Albicoca, na parte antiga da cidade, não tem erro, é fácil de encontrar.



Mas agora, vamos ao que interessa, as pizzas propriamente. Das muitas que já experimentei por aqui vou destacar duas: a pizza calabrese - que é com um salame bem picante; e a margherita - uma pizza simples com molho de tomate e queijo muçarela.


Pizzas: calabrese e margherita; cerveja Peroni.

Bresaola e Rúcula 
#Pizza, é sempre pizza. Eu simplesmente não resisto.Para acompanhar, nossa boa amiga Peroni, uma cerveja local, eu diria. Bem gostosa, vale um post só de cervejas, que eu tô devendo...

#BomApetite!

* Panzerotto parece um calzone porque é feito com a massa de pizza, é fechado e o recheio é o mesmo da pizza.

domingo, 8 de setembro de 2013

Penne com pimentão

Hoje no almoço fiz penne com pimentão. Ficou uma delícia. Eu me acostumei a comer massa sempre com algum molho. Mas esse prato é diferente, não tem molho de tomate ou molho branco. E é super simples de fazer, claro!

Domingo sempre me lembra massa, porque é o dia em que a gente costuma acordar mais tarde, e nem sempre tem paciência para ficar cozinhando - mesmo quem gosta de cozinhar como eu.

Encontrei esta receita na caixa de um espaguete, mas como comi espaguete dia desses resolvi experimentar com o penne. Antes de ver o resultado, lá vai a receita, para duas porções:

Penne; metade de um pimentão amarelo e metade de um pimentão vermelho; uma cebola ;ralada (eu prefiro ralar mais grossa porque adoro cebola), azeite e sal. 
Refogar a cebola em um fio de azeite em frigideira antiaderente, quando a cebola estiver dourada acrescentar os pimentões cortados em tiras. Quando os pimentões estiverem um pouco amolecidos, mas não tanto a ponto de desmancharem, apagar o fogo e temperar com pimenta branca moída. E fazer o penne normalmente. 



Depois que escorri o penne pus um pouco de azeite para não grudar. E é só servir.

Eu sei que sou suspeita para falar porque adoro massa, mas essa realmente ficou boa e é bem fácil de fazer. Se não quiser fazer com penne você pode usar a massa de sua preferência, também vai ficar muito bom.

Olha aí o resultado, que tal?



#BomApetite #DicadoDomingo